domingo, 4 de novembro de 2012

Não faça isso ser verdade

 

Eu tinha um coração de criança

Com tantos problemas, mas nada se tornava uma culpa

Apenas estar vivo se era claro

Para não me deixar para baixo

Não existia motivo para tristeza e ser livre

Ainda era cedo para chamar de amor

Mas você veio como uma fumaça, do meio da lua

E as respostas ficaram por todo lugar

Sendo difícil de colocar os pés no chão

Mesmo com um passo de cada vez

E enquanto as lagrimas passavam pelo meu rosto

Apenas você podia mudar o tempo

 

Quando chove eu sei que não estão mentindo

Para meu coração doente

Uma pedra no meu sapato para me deixar mais devagar

 

Quando o sol parar de brilhar se tornando a hora de ir embora

Isso se torna bom para alma

Tudo sob e sem controle

 

Tola menina não o quis quando tinha a possibilidade

Agora apenas seu orgulho dói

Tinha seu sonho e não conseguia parar de pensar nele

Porem os sonhos são como estrelas, difíceis de alcançar

 

Tiveste o tempo em que eu acreditas em qualquer palavra que ele dizia

E isso dói quando se quebra

 

São tantos talvez que honestamente não sei se daria certo

Talvez você estivesse esperando meu aniversario chegar para me dizer tudo

 

O que você dizia ser devagar podia ser algo rápido

E não havia tempo para ser falso

Talvez você se enganou mesmo sabendo do fato

Que não sabia mostrar seu amor

Só o tempo para dizer

 

Você não pode fazer alguém te amar

Mas alguém pode te amar pelo que você é

Então vá para isso

 

Quando eu te vi parado

Eu não sabia o que fazer

Parecia que todo mundo estava junto

Menos eu e você

Antes eu lia livros de ficção

E agora eu estou vivendo uma

 

Não faça isso ser verdade

O adeus não foi uma palavra feita para mim

Eu achei que você sabia quem era

Achei que você sabia que eu não era

Somente porque você disse para ser real

 

A gente já esteve aqui antes

Mesmo sabendo que era eu que tentava ignorar

E sabendo que você esta fora do meu mundo

Ainda acreditando num sonho

Não faça isso ser verdade

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

 

O meu primeiro suspiro de vida foi quando eu saí de casa. Quando não encontrava um lar; que nem nove me era suficiente. E comecei a sentir saudade. O meu trabalho foi encontrado, desafiado, vivido e reconhecido. Apaixonei-me por alguém que possuía um coração maior que o meu; e fiz o melhor vomito em forma de poema para expressar tudo isso (talvez minha melhor obra). Tive os melhores amigos que não jogavam no meu time. Viajei e conheci.

No meu segundo suspiro surgiram as drogas, inclusive o amor. Fui até o limite de onde poderia estar; de onde minha mente aguentaria ir. Os cigarros tinham gosto de menta e a cevada um rótulo glacial. As festas, a popularidade. A amizade que desencarnou com uma rosa e um poema dizendo o quão pequena eram suas mãos. Antes disso surgiu o amor. Veio de forma intensa depois de tanta tentativa; o ato sexual. E mesmo não acreditando, ele se sentiu confortável e decidiu ficar. Veio então uma doença psicomatica; um medo, a morte, a dor. Minha amiga dizendo que isso é típico de um grande artista, uma mente pensante. Então chegou quase que sendo esperada a traição. Uma noite em Paris, um artista e uma vontade que vinha sempre sendo vivida de querer largar tudo e fugir. Mas não foi nada disso, voltei. Depois me devotei e quando podia ter ido, escolhi ficar em um lugar novo me dedicando, quase como uma dona de casa. E quando vi tudo isso desmoronar, achando que era minha última chance de ser feliz (e ainda acho), tudo começa a tomar um rumo diferente. A terapia, a luz.

Meu terceiro suspiro começa a caminho de mim, e esse comecei a viver agora.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Não sei como consegui viver tanto tempo sem essa parte de mim; sentindo saudade de um sentimento que eu nem sabia que existia.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Apresse-se pois estamos acordando

 

A introdução era como de uma música, não precisava de história e muito menos de um mundo real

. Apenas sendo preciso ser cuidada, revelando-se toda a verdade. Sem medo de falhar. Seguindo, como numa estrada. Milhares de carros, sem ninguém dentro. Guiados por fantasmas, que saiam do coração e entravam num buraco. Preenchendo o mundo. Todo o cérebro sendo exposto pelos olhos. E a melodia seguia sem saber para onde. Apenas vozes ecoando sobre pensamentos que um dia se disseram libertos. Os instrumentos se juntavam, sendo impossível definir se aquilo poderia ser ruim ou bom. E as vozes continuavam. De repente um anúncio diz que será o fim. Tudo começa a falhar e se declara o fim do começo.

E num momento de tormenta, descobre-se denovo a luz

. Brilhante e cheia de raios para todos os lugares. Cores brilhantes e intensas, com um canto calmo proclamando que poderíamos ser tudo o que quiséssemos. E as batidas começam forte. Esperando por uma ligação, ou por uma chegada. Esperando por uma guerra, ou olhando para o espelho que tornasse sua igreja. Um som ao fundo vai sendo descoberto e crescente; como se fosse para ser descoberto. E as vozes se confundem com as batidas, esperando para que algo acontecesse. Surge um barulho; um instrumento único, quase como a voz de um ser humano, torcendo para que ficasse.

Antes de começar já sabia que seria uma coisa forte

. Como o amor que não tem nada com o amor. Mais uma posse, que faz com que se descubra quem realmente se é. Uma frase indistinguível. Um ritmo constante. Falando sobre espaço, tempo e espírito. Sobre alguma solidão que talvez fosse distinta pelo conhecimento. A fêmea se apresenta, e torna aquela atmosfera escura em um tom vermelho. Sensual. E todos se vêem correndo atras desta deusa incorporada em uma voz. Sempre começa assim, uma busca de instintos que se torna em silêncio.

 

Um silêncio continuo que aos poucos vai liberando o som suave que deve ter no silêncio

. O nome disso eu não sei e talvez nunca descubra. Porque mesmo que soubesse, não seria a mesma definição para todos. São o que os dedos dedilham quando as palavras faltam.

Alguma conotação diferente parecia aparecer

. Aquela busca já não era a mesma. Algo devia ter tocado. Porque ate mesmo a audição já se tornou inaudível. Palavras. Frases. E depois apenas cordas. Gritos. Pode ser de revolta ou mesmo de libertação. Não faz muito sentido mas vai ficar mais claro depois. Ate mesmo um disco voador se faz perceber no meio. A neve seca, as lagrimas congelam. Sem tom. Sem tempo. Sem contagem. Sem compasso. As aves já se fizeram ouvir de manha. E a reação não se torna tão prazerosa quanto se esperava. Mais um sentido do que acontece fora daquele corpo.

 

A decisão muda

. A história começa a ficar engraçada. Contada por uma criança e a sua visão de mundo que pode sempre ser melhor. Mas mesmo assim precisa-se mudar de figura, de ser. Tornando-se parte deste mundo, que não é seu. E a luz de arco-íris começa a sair de você. Parece uma viagem de ácido. Todos se juntam a você e começam a te imitar. E todos demonstram gostar. Uma coisa envolvente. Contagiante. Uma mente pura. Assim todos podem ser puros denovo. Mas não deve haver distração. Senão já se perdeu. É tão fácil se perder. Pode durar para sempre. Mas tudo acaba.

Entro num trem

. Vejo uma paisagem. Não estou no mundo real denovo. Ou nem ao menos sai dele ainda. Se passam as estacoes. Passe-se o tempo. Preciso pagar a passagem.

Desço em Tóquio

. Aquelas luzes brilhantes. E mil pessoas passando. Uma noite suspeita. Ou esquecida. Não se assemelha com nada do que tenha pensado. Então se torna cedo. Eu desejo estar numa cadeira. Não ter nada em mente. Será que isso vai ser acrescido na vida de alguém. O constrangimento. A culpa. De não ter feito nada e ser acusado. Mas sou absolvido no final. Mil rostos passando. Suspeitos. Eu continuo andando, não sei para onde. Mas isso realmente não importa. Essa noite pode entrar para história. O pensamento livre. Pensamento puro. Como é bom andar sem objetivo

Para que querer arrumar algo se nem se sabe se vai durar

. Vem o arco-íris e eu acordo com ele. Vem os espíritos. E todos saímos correndo. No escuro do sol. Na imensidão da noite. Tem um intervalo. Uma pausa. E a revolta. A raiva. A ira.

Quando você vem para casa

. Uma música de despedida. Um lance fúnebre. Um transe.

O amanhecer

. Apresse-se pois estamos acordando. No meio do deserto. Não existem mais pessoas. Nem o amanhecer. Já é dia. O abrir dos olhos. O descobrir que estava sonhando. Celebrar. Realidade. Paralisa. Acabou.